A CMON alertou que seu negócio principal enfrenta uma “recessão estrutural prolongada” e continua consumindo mais dinheiro do que gera. A editora de jogos de tabuleiro atravessa uma reestruturação que reduziu sua força de trabalho pela metade, levou à venda de propriedades conhecidas e interrompeu novas campanhas de financiamento coletivo.A empresa acumulou prejuízos próximos de US$ 23 milhões em 2024 e 2025, enquanto ainda trabalha na entrega de oito jogos financiados por campanhas que arrecadaram mais de US$ 14 milhões com apoiadores. Entre os projetos estão DC Super Heroes United e DCeased, cujas campanhas levantaram mais de US$ 4,4 milhões e US$ 2,5 milhões, respectivamente. Os dois estavam previstos inicialmente para 2025 e agora têm entrega programada para o primeiro trimestre de 2027.O relatório financeiro do primeiro semestre mostra uma redução expressiva nas perdas. O prejuízo caiu de quase US$ 7 milhões no mesmo período de 2025 para pouco mais de US$ 2 milhões. A receita subiu mais de 7%, de US$ 3,43 milhões para US$ 3,68 milhões, enquanto as despesas de vendas e distribuição recuaram de US$ 1,83 milhão para US$ 859 mil. Os gastos gerais e administrativos também caíram, de US$ 4,37 milhões para US$ 2,37 milhões.Mesmo com a melhora, a operação ainda não se sustenta sozinha. Em 4 de agosto, a CMON informou ter cerca de US$ 368 mil em dinheiro e saldos bancários, valor suficiente para cobrir menos de um mês das despesas operacionais diárias. No fim de junho, os passivos de curto prazo superavam os ativos em US$ 7,34 milhões.A companhia tenta levantar até HK$ 150,5 milhões, aproximadamente US$ 19 milhões, por meio de uma oferta de ações. Como os acionistas existentes adquiriram apenas 7,76% dos novos papéis disponíveis, a CMON busca arrecadar mais de US$ 17,5 milhões com outros investidores.
Reações
0
0 Comentários
Seja o primeiro a comentar
Nada aqui ainda.